Tem certos momentos que me odeio. Mas é odiar com todas as forças, do tipo que dá vontade de bater a cabeça contra a parede, pra ver se resolve algo.
Odeio quando finjo que quero uma coisa, mas na verdade estou querendo outra ou quando penso uma coisa e tenho que me expressar de forma diferente, seja qual for a circunstância. Odeio quando deixo meus pensamentos me envolverem. Odeio ficar vermelho a cada alteração de humor que eu tenha.
Odeio quando não consigo achar a palavra certa para o momento e, pior ainda, quando não tenho controle sobre as benditas. Odeio quando me altero e digo coisas que não queria ou não deveria dizer, e acabo magoando quem, às vezes, não merecia. E odeio mais ainda quando tenho vontade de dizer mil coisas, mas me calo. Odeio quando não consigo mergulhar de cabeça em algo, sem me preocupar com as consequências. Odeio quando me deixo vencer pelo orgulho.
Odeio quando quero uma coisa e não consigo alcançá-la, na maioria das vezes por insegurança, medo, covardia, acomodação. E é nesse momento que odeio-me de verdade, porque nesses vinte anos de estrada, já perdi grandes coisas e pessoas por "deixar pra depois" ou achar que não sou capaz. E o pior é que eu sei que sempre vou olhar pra trás e me perguntar "por que não tentei mais um pouco?", "por que abri mão tão facilmente?" ;~~
Nada na minha vida foi fácil, nada mesmo, mas tenho que aprender a não desistir tão rápido, a não deixar que as adversidades me vençam.
Tem duas horas que ouço a mesma música (Lose Yourself - Eminem), e o final dela diz bem o que eu quero e preciso acreditar: "... you can do anything you set your mind to, man."
:)
terça-feira, julho 22, 2008
sábado, julho 05, 2008
... bem vindo ao Teatro Mágico!
Pra quem ainda não sabe, no último dia 18, foi disponibilizado na internet o download do novo CD do Teatro Mágico, "O Segundo Ato".Um trabalho ótimo, que compensou todo o tempo de espera, e que me surpreendeu.
Novos integrantes, arranjos mais criativos, letras mais instigantes.
Enfim, a trupe amadureceu, isso é fato. O universo fantasioso e lúdico do álbum anterior, deu lugar ao nosso dia-a-dia, cada vez mais mecanizado e individualista.
A poesia continua, porém, agora mais crítica, mais realista.
E esse teor crítico está bem aflorado na música Xanéu nº 5 (a melhor do novo álbum, na minha opinião).
" ... Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não? Até porque não acredito no que é dito, no que é visto. Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário, a festa e o perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é noticia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela, que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto. "
Bom, com certeza a letra de Xanéu nº 5 é a mais inteligente e ácida do Anitelli. É um tapa na cara dos acomodados. E a participação do Zeca Baleiro caiu como uma luva.
Mas a televisão tem salvação ou ainda nem se perdeu? Que papel ela tem em nossas vidas? Será que as grandes emissoras fazem uso correto desse meio de comunicação de massa? Ela informa, influencia, aliena? A internet já deixou essa mídia em segundo plano?
É, essa música dá margem para vários questionamentos ...
No fundo, espero que ela consiga reviver o senso crítico das pessoas, que andam cada vez mais pacatas.
Pense, reflita, sintaxe à vontade :)
-
Se não conhece o trabalho do Teatro Mágico, vale a pena dar uma conferida.
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?idp=748627
Lá vc pode fazer o download do novo álbum, e tbm conhecer o primeiro trabalho da trupe.
Basta se cadastrar e aproveitar esse som raro :D
sábado, junho 14, 2008
A Amazônia é realmente nossa?
A paranóia presente atualmente na cabeça dos brasileiros é que alguém, em algum lugar, nos quer 'roubar' a Amazônia.Ora, chega desse chororô!
Enquanto ficarmos nessa paranóia boba e nesse discursinho nacionalista de 5ª, nos esquecemos daquilo que é nossa obrigação: ter uma política eficiente para a Amazônia e, tendo-a, implementá-la.
Pq é a ausência de uma política econômica governamental sustentável para a Amazônia que está dando voz aos que desejam a sua internacionalização, baseados em interesses ocultos. E isso é culpa nossa!
Lógico que os países do Norte, grandes poluidores de toda a história, não tem direito de cobrar a preservação da Amazônia ao Brasil. Mas sabemos que essa 'cobrança' é só uma faixada, pq na verdade, os americanos, franceses, ingleses, estão de olho é no subsolo, nas riquezas minerais e hídricas, e não na floresta.
E se o país não abrir o olho logo e tomar uma posição, vai dançar. É aquela velha história: Se o cara num dá um trato legal na esposa, se deixa ela na mão e vacila, o Ricardão aparece. Com a Amazônia é a mesma coisa.
Corno não é corno por acaso. Por alguma razão ele merece.
Portanto, se a Amazônia é nossa, tá na hora de provarmos. E isso só é possível se mostrarmos que podemos protegê-la. Então, é uma responsabilidade nossa, tratar de ocupar e explorar as riquezas da Amazônia de forma responsável e sem grandes danos à natureza.Criar centros de pesquisa, explorar o conhecimento, usar a grande biodiversidade existente para desenvolvimento de bens e produtos, assim como o turismo ecológico, é uma boa saída.
Mas achar que aquilo lá deve ficar intocado pelos próximos anos ou que por milagre vamos conseguir acabar com os desmatamentos, é puro ecologismo excessivo.
A grande verdade é que o Brasil ainda não sabe o que quer fazer com sua maior floresta. E, enquanto isso permanecer, ela seguirá sendo destruída e muitos de nós, por puro sentimento de culpa, continuarão achando que algm lá fora vai tomá-la na força. Talvez pq, no fundo, bem no fundo, sabemos que temos culpa no cartório.
Na falta de planos, o caos.
E no mais, se o país não se mexer e nada mudar, por que os estrangeiros vão 'invadir'? Eles já tiram da Amazônia o que querem, quanto querem, como querem e quando querem :)
sexta-feira, maio 16, 2008
Nostalgia.
É, como o tempo passa rápido. Há alguns dias atrás, me peguei pensando na minha infância. E me lembrei de tantas coisas, como se estivesse vivendo aqueles momentos novamente.
Brincadeiras de rua. Uma turma bacana, a rua, muita energia pra gastar. Essa era a combinação necessária para um dia divertido. Esconde-esconde, pega-pega, polícia e ladrão, bandeirinha estourada, golzinho, entre outras tantas. Não importava a brincadeira nem o lugar. Éramos uma turma de amigos, sempre encontrávamos uma forma de nos divertir. Claro que existiam as brigas e, às vezes, alguns hematomas. Mas mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido. E no outro dia, estavamos ali novamente, prontos para mais diversão :D
Cavaleiros do Zodíaco. Ah, melhor anime que já existiu. Me lembro de ter 7/8 anos quando começou. Não perdia um episódio. Toda tarde ligava a TV na Manchete, sedento por um novo episódio. Colecionava figurinhas sobre o desenho, revistas. Tbm tinha alguns bonecos da série. Meu cavaleiro preferido era o Shiryu.
Tazos. Era uma febre. Colecionei desde do Looney Tunes até os do Pokémon. Não tinha muito dinheiro pra comprar os salgadinhos, a maioria dos tazos ganhava jogando. Na hora do recreio, o pátio lotava de rodinhas, onde sempre havia jogos de tazo. Passei vários recreios inteiros jogando, e se a coordenadora não visse, ficava ali matando aula na boa. Perdia, ganhava, xingava, me divertia. Só parava quando não tinha mais tazos. Tenho minha coleção guardada até hoje.
Banco Imobiliário. Pode-se dizer que era a primeira 'noção' de empresariedade que tínhamos. Eramos donos de casas, hotéis, aviões. Precisávamos tomar decisões. O que construir, que imóveis vender, como escapar da falência. Ahh, era tão divertido qdo vc conseguia 'quebrar' algm haushuasha. Adorava jogar. Me prendia a atenção, nem via o tempo passar.
Kinder Ovo a 1 real, Mirabel, Balas Juquinha, Tubaína, Guaraná Taí, Cherry Coke, Caverna do Dragão, Doug, Thundercats, He-man, Manda-chuva, Corrida Maluca, Os Jetsons, Tom e Jerry, Pica Pau, Pernalonga, Tartarugas Ninja, Capitão Planeta, Pink e o Cérebro, DBZ, Power Rangers, Punky, Chaves, Gibis da Turma da Mônica, Família Dinossauro, Jaspion, Vovó Mafalda, TV Colosso, Disney Cruj, Os Trapalhões, Passa ou Repassa, TV Animal, Programa Livre, Minicraques, Autorama, Playmobil, Lego, Atari, Super Nintendo ... enfim, poderia ficar horas aqui citando coisas que marcaram minha infância e começo da adolescência. Comidas, desenhos, brinquedos, coisas boas que foram e não voltam mais ... ficam apenas na memória e no coração.
Naquela época, nem se falava em internet, celular. As crianças divertiam-se mais, respeitavam mais. Sabíamos que quando os pais diziam NÃO, era NÃO. Ganhávamos brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que íamos ao supermercado.
Adoro a tecnologia, e sei de sua importância pro mundo atual. Mas fico indignado ao ver crianças de 5/6 anos já viciadas em Internet ou Playstation; vê-las crescendo com uma vida sedentária e virtual; ver, nos recreios escolares, as brincadeiras de outrora dando lugar à mp3, mp4, celulares; ver crianças de 10/11 anos (sim, crianças!) que deveriam se preocupar em brincar, já pensando em ficar, namorar. Isso é absurdo, mas é a realidade.
Pelo visto, a geração dos anos 90 foi a última a verdadeiramente aproveitar uma infância feliz e saudável. Eu fiz parte dessa geração. E isso ninguém me toma.
Brincadeiras de rua. Uma turma bacana, a rua, muita energia pra gastar. Essa era a combinação necessária para um dia divertido. Esconde-esconde, pega-pega, polícia e ladrão, bandeirinha estourada, golzinho, entre outras tantas. Não importava a brincadeira nem o lugar. Éramos uma turma de amigos, sempre encontrávamos uma forma de nos divertir. Claro que existiam as brigas e, às vezes, alguns hematomas. Mas mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido. E no outro dia, estavamos ali novamente, prontos para mais diversão :D
Cavaleiros do Zodíaco. Ah, melhor anime que já existiu. Me lembro de ter 7/8 anos quando começou. Não perdia um episódio. Toda tarde ligava a TV na Manchete, sedento por um novo episódio. Colecionava figurinhas sobre o desenho, revistas. Tbm tinha alguns bonecos da série. Meu cavaleiro preferido era o Shiryu.
Tazos. Era uma febre. Colecionei desde do Looney Tunes até os do Pokémon. Não tinha muito dinheiro pra comprar os salgadinhos, a maioria dos tazos ganhava jogando. Na hora do recreio, o pátio lotava de rodinhas, onde sempre havia jogos de tazo. Passei vários recreios inteiros jogando, e se a coordenadora não visse, ficava ali matando aula na boa. Perdia, ganhava, xingava, me divertia. Só parava quando não tinha mais tazos. Tenho minha coleção guardada até hoje.
Banco Imobiliário. Pode-se dizer que era a primeira 'noção' de empresariedade que tínhamos. Eramos donos de casas, hotéis, aviões. Precisávamos tomar decisões. O que construir, que imóveis vender, como escapar da falência. Ahh, era tão divertido qdo vc conseguia 'quebrar' algm haushuasha. Adorava jogar. Me prendia a atenção, nem via o tempo passar.
Kinder Ovo a 1 real, Mirabel, Balas Juquinha, Tubaína, Guaraná Taí, Cherry Coke, Caverna do Dragão, Doug, Thundercats, He-man, Manda-chuva, Corrida Maluca, Os Jetsons, Tom e Jerry, Pica Pau, Pernalonga, Tartarugas Ninja, Capitão Planeta, Pink e o Cérebro, DBZ, Power Rangers, Punky, Chaves, Gibis da Turma da Mônica, Família Dinossauro, Jaspion, Vovó Mafalda, TV Colosso, Disney Cruj, Os Trapalhões, Passa ou Repassa, TV Animal, Programa Livre, Minicraques, Autorama, Playmobil, Lego, Atari, Super Nintendo ... enfim, poderia ficar horas aqui citando coisas que marcaram minha infância e começo da adolescência. Comidas, desenhos, brinquedos, coisas boas que foram e não voltam mais ... ficam apenas na memória e no coração.
Naquela época, nem se falava em internet, celular. As crianças divertiam-se mais, respeitavam mais. Sabíamos que quando os pais diziam NÃO, era NÃO. Ganhávamos brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que íamos ao supermercado.
Adoro a tecnologia, e sei de sua importância pro mundo atual. Mas fico indignado ao ver crianças de 5/6 anos já viciadas em Internet ou Playstation; vê-las crescendo com uma vida sedentária e virtual; ver, nos recreios escolares, as brincadeiras de outrora dando lugar à mp3, mp4, celulares; ver crianças de 10/11 anos (sim, crianças!) que deveriam se preocupar em brincar, já pensando em ficar, namorar. Isso é absurdo, mas é a realidade.
Pelo visto, a geração dos anos 90 foi a última a verdadeiramente aproveitar uma infância feliz e saudável. Eu fiz parte dessa geração. E isso ninguém me toma.
Assinar:
Postagens (Atom)